"Viver é muito raro! A maioria das pessoas apenas existe.."

(Oscar Wilde)

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sábado, junho 22, 2013

sábado, junho 15, 2013

Fotonovela - Obras do Romantismo

Seguem abaixo os links para baixar as obras que serão lidas para as fotonovelas desse trimestre.

Memórias de um sargento de milícias (Manuel Antônio de Almeida)


  A viuvinha (José de Alencar)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000077.pdf

  Lucíola (José de Alencar)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000035.pdf

Senhora (José de Alencar)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000011.pdf

A Moreninha  (Joaquim Manuel de Macedo)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000008.pdf

  A escrava Isaura (Bernardo Guimarães)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00057a.pdf

Os grupos deverão ler as histórias no prazo de um mês, por volta do dia 25/07/13 haverá a apresentação da 1ª etapa do trabalho (4,0 pontos) que consiste na entrega de um resumo feito à mão (feito pelo aluno, não copiado da internet), apresentação da história e arguição (estudo dirigido). Qualquer dúvida ou dificuldades quanto à  leitura dos romances procurar a professora.


quarta-feira, maio 08, 2013

Pra quem não conseguiu achar  o livro "Os sofrimentos do jovem Werther" de Goethe, segue o link abaixo:
http://www.colegiodinamico.com.br/PAGINAS/ALUNO/o_professor/arquivos/kleber/kleber_goethe_os_sofrimentos_do_jovem_werther.pdf

sábado, março 30, 2013

terça-feira, março 12, 2013


 
Uma homenagem ao centenário do escritor capixaba Rubem Braga, que trouxe um toque inovador à crônica brasileira uma pitada da ideologia modernista carregada de poesia e beleza. Rubem Braga escreve sobre a emoção presente em eventos simples do dia a dia. Situações que qualquer um de nós já viveu tem a sua beleza escondida, é preciso sensibilidade para enxergar. A crônica abaixo é um bom exemplo disso. Lembra bem o quanto acabamos nos distanciando tanto do nosso próximo, nos tornamos "números", as relações estão cada vez mais secas e frias... É preciso repensar nossa forma de lidar com as pessoas, tornar as relações mais calorosas e leves.  .


Recado ao Senhor 903
“Vizinho,

Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito a repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor; é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois as 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada: e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.

[...] Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: ‘Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou’. E o outro respondesse: ‘Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela’.
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.”


(Rubem Braga. "Para gostar de ler". São Paulo: Ática, 1991)

terça-feira, março 05, 2013

Mal do século

Características e tendências ultrarromânticas

domingo, março 03, 2013